A Metanoia de Luciano Salles

O ilustrador e quadrinista Luciano Salles iniciou nesta quinta-feira (26) a campanha de financiamento coletivo de Grand Prix Metanoia, sua mais nova HQ.

A história se passa em um deserto de areia e sal, onde uma corrida entre dois pilotos irá para além de suas habilidades e da desejada bandeirada final, transcendendo de forma dura e questionadora a realidade entre eles.

Grand Prix Metanoia, o sexto quadrinho de Luciano Salles, busca apoiadores no Catarse.

Com 24 páginas, Grand Prix Metanoia será impressa no formato americano (17 x 26 cm), com miolo em preto e branco com tons de cinza, custando apenas R$ 15,00. “A intenção é atender ao que as histórias em quadrinhos pedem, que é ser algo barato, de consumo geral e não um livro que custe mais do que 10% de um salário mínimo”, explica o autor.

Estranho e inspirador

Quem já leu algum material do Luciano sabe que suas obras nunca são simples histórias narradas em quadrinhos. Tem muito mais conteúdo ali! E, mesmo que a gente não consiga explicar bem o que é, a gente sabe que tem algo a mais naqueles traços bizarramente agradáveis ou naqueles acontecimentos extraordinários que nos fazem querer reler as revistas várias vezes.

Sempre preocupado em criar quadrinhos que sejam atemporais, Luciano diz que não se sente motivado por leituras que retratam basicamente o que vivemos e vemos. “Isso já está tão presente e é tão desgastante que gosto de imaginar para o além. Sinto que o estranho e o estranhamento me acompanham”, conta o ilustrador.

O distanciamento de tudo que é comum sempre esteve presente nos trabalhos de Luciano.

E para que a HQ consiga abranger todos esses estranhamentos sem perder a qualidade, é natural que se invista bastante tempo na fase de planejamento (principalmente quando o autor é formado em Engenharia Civil).

“Eu penso muito no roteiro antes de, definitivamente, escrevê-lo”, revela Salles. “Eu penso, repenso, monto a história, crio tudo para só então sentar e escrever tudo de uma só vez”.

Em Metanoia, porém, o autor tentou não ser muito detalhista. Flexibilizou a escrita e não desenhou somente o que estava descrito no roteiro. Essa atitude, além de fazer a narrativa fluir de maneiras diferentes, também fez com que Luciano encarasse seu novo trabalho como um recomeço.

“Tenho a necessidade de recomeçar de tempos em tempos. Mesmo que seja um recomeço idêntico ao anterior, eu preciso disso. É assim que sou”.

Você pode apoiar Grand Prix Metanoia no Catarse clicando aqui! E também pode conhecer os outros trampos de Luciano Salles clicando neste link!

Um comentário

Deixe uma resposta