Review: Shin

Você gosta de quadrinho futurista? E de samurai? Então Shin, de Isaac Santos será um prato cheio para você!

Numa metrópole do futuro, a cultura shinobi respira novamente, dessa vez em meio ao caos urbano. Shin é a história da missão final de D, um ninja com habilidades extraordinárias e que, após anos preso num emprego de mesa ordinário, está disposto a fazer o que for preciso para dar um futuro melhor para sua filha.

Ao ler a HQ, não tem como não pensar que ela é fruto de uma mescla de Blade Runner com Lobo Solitário. Mas, ao contrário do mangá de Kazuo Koike, o protagonista não leva a filha para as suas batalhas. Pelo menos, não fisicamente.

Um dos pontos altos de Shin, é que Isaac consegue mostrar o quanto os dois protagonistas se amam e se preocupam um com o outro, cada um à sua maneira.

A arte do autor também impressiona, tanto pelos cenários futuristas quanto pelas batalhas sangrentas com espadas e kunais. Dá até prazer de acompanhar cada detalhe das lutas (ainda mais sabendo que você não é um adversário do D).

Os personagens são tão cativantes e a história tão bem conduzida que Shin poderia muito bem virar um filme! Ou, quem sabe, ganhar uma série em quadrinhos mesmo, mostrando as primeiras aventuras do protagonista.

A HQ foi lançada pelo projeto Narrativas Periféricas, que nasceu de uma parceria entre MinoChiaroscuro Studios e PerifaCon, com o objetivo de trazer as vozes da periferia para dentro do cenário de quadrinhos do Brasil, criando maior diversidade de narrativas e perspectivas.

Durante 8 meses, Isaac Santos e mais cinco quadrinistas negros participaram de encontros presenciais num programa coordenado por Janaína de Luna, editora-chefe da Editora Mino, para desenvolverem seus processos de produção e divulgação de quadrinhos.

Você pode comprar Shin no site da Mino por R$ 35,00. Ou, se preferir, pode comprar o pacote com as 6 histórias lançadas no projeto por R$ 185,00.

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